Os políticos e a mídia
 
27/07/2010
Enviado por Lucas Negri
Como o celular vai ser usado pelos políticos?
E as campanhas para as eleições 2010 estão começando a tomar as formas. Daqui a pouco começa o horário eleitoral na televisão e no rádio, os comícios vão se multiplicar e sua caixa de correios vai estar lotada de malas-direta e santinhos. Perante a isso, me vem uma dúvida: De que forma o celular vai ser usado na hora de se fazer propaganda política?
Ainda não se tem notícia de nenhum candidato a presidência brasileira que fez um aplicativo para iPhone ou Android. Mas os três principais nomes Serra, Dilma e Marina Silva já estão trabalhando forte em suas plataformas digitais, fazendo um one-to-one na web de forma positiva. Acredito que logo iremos ter algumas ações focadas ao mobile. Boas e ruins, tenha certeza.
Uma coisa que já ficou clara desde o lançamento da corrida presidencial é: todos querem ser Obama.
Não que essa "Obamatização" de nossos candidatos seja uma coisa ruim, acredito que isso deve ser algo que venha só pra somar. É claro que, no Brasil, a campanha de Obama não poderá ser usada como molde, apenas como inspiração.
Se já temos 175 milhões de linhas de celulares, podemos considerar isso uma mídia de massa? Sim? Não? Talvez? Segundo Marcelo Castelo, diretor da FBiz, "Utilizar o celular para atingir as massas deve ser via voz ou SMS e é exatamente por isso que para mim o opt-in é o principal".
Opt-in é quando o dono do celular aceita a propaganda, que dá autorização ao candidato enviar conteúdo ao celular. De nada adianta ficar mandando milhares de mensagens ou ligando incessantemente para o futuro eleitor, além de incômodo é errado. Ninguém quer receber mensagens de madrugada ou no meio do trabalho do tipo: "Pra melhor saúde e educação! VOTE PAULÃO!" O celular é de massa, mas é pessoal, único e personalizado.
Segundo Castelo, uma boa estratégia é usar o chamado opt-in ativo. Que é quando a pessoa autoriza o recebimento da propaganda. Por exemplo, no material de apoio da campanha, ter um splash direcionando que quem quer receber informações sobre o candidato Paulão, envie um SMS para 1010 e, assim, irá receber todas as informações sobre o candidato, como propostas, lembretes de visitas e horários dos comícios.
Nesse caso, há um grande diferencial porque não é o candidato que vai atrás de seus eleitores, e sim, os eleitores que seguem seu candidato. Algo muito familiar hoje, não parece o twitter? Não é uma idéia adaptada, de forma alguma. Esse molde é um conceito de comunicação que se adequa ao nosso cotidiano que, explorado de forma correta, pode garantir o sucesso de uma campanha.
Será que teremos algum "Obama do Brasil" nessas eleições ou ficaremos com os chatos e velhos spams políticos?
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